-devia restabelecer as minhas prioridades.
e por dentro houve algo que trouxe o óbvio à tona: tu, antes de tudo.
às vezes escrevo para ti como se todas as palavras coubessem num nome,
mas não cabem.
havia algo de cristalino no verde do prado, algo tão sagrado e tão próximo como se estivesse ao alcance de uma pequena flor amarela. colhi-a, à pequena flor, e entreguei nas tuas mãos o calor delicado da ternura. havia algo de igualmente cristalino nas copas das àrvores quando olhei para o céu enquanto guiavas e a música nos teus lábios era o antídoto da minha sede.
surges-me, como um sonho inventado por mim,
como uma impossibilidade materializada,
como um barco flutuando num lago que seguro nas minhas mãos.
surges-me, como uma luz iridescente na noite mais negra
como uma ave magnânima conduzindo-me pela sonolência
surges-me belo e quente,
e também assim me surge
o teu nome.
deito-me,
as tuas mãos sempre amparam a minha queda. digo o teu nome em voz alta,
e a lua responde-me com a tua voz.
digo o teu nome em voz alta,
e as estrelas calam-se para te ouvir respirar.
1 comment:
A beleza do puro amor nas tuas palavras, minha Nana... É perfeito.
Post a Comment