estou manchada a carvão
enegrecidos dedos tingem borrões
contínuos ao longo de uma calçada.
mármore gelada são os meus ossos,
retiro-me.
é um jogo exaustido e enundo-me.
dilúvios funestos de cansaço e
a frustração é ácida como a saliva.
desgostosa boca de um embaraço,
farto-me.
a irritação é um peso morto
flutuando livremente no espaço das
nossas mentes e diz-me, estimado
amante. quem não tem medo?
quem não tem medo de forças livres?

3 comments:
O nosso Inverno é complicado, mas tende a abrandar as tempestades interiores, e vai dar lugar a uma maravilhosa Primavera. É a isso que temos que nos agarrar. Não aos medos que nos paralisam, mas ao calor que queremos sentir.
o final é poderoso. mexeu-me. obrigado por esse momento.
oh nana, guardar-te-ia em estantes; já te guardo no coração.
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