Wednesday, October 30, 2013

estou manchada a carvão
enegrecidos dedos tingem borrões
contínuos ao longo de uma calçada.
mármore gelada são os meus ossos,
retiro-me.
é um jogo exaustido e enundo-me.
dilúvios funestos de cansaço e
a frustração é ácida como a saliva.
desgostosa boca de um embaraço,
farto-me.
a irritação é um peso morto
flutuando livremente no espaço das
nossas mentes e diz-me, estimado 
amante. quem não tem medo?

quem não tem medo de forças livres?

3 comments:

Catarina Prata said...

O nosso Inverno é complicado, mas tende a abrandar as tempestades interiores, e vai dar lugar a uma maravilhosa Primavera. É a isso que temos que nos agarrar. Não aos medos que nos paralisam, mas ao calor que queremos sentir.

Luis Dias said...

o final é poderoso. mexeu-me. obrigado por esse momento.

han said...

oh nana, guardar-te-ia em estantes; já te guardo no coração.