Wednesday, September 04, 2013


o dia entra, preguiçoso, por entre persianas meias abertas e cortinas, despertando paixões sonolentas
assemelham-se os lençóis a espuma de mar, na areia, e nossos corpos ondas semi-geladas
vagueiam os meus dedos pela cama- fossem todas as nossas distâncias como esta- encontro-te
lentamente os teus lábios rasgam-se- sorris- e o que vejo é um amanhecer, tudo é calmo na tua pele
alcanças-me e num suspiro vestes o meu corpo, toda eu um tecido suave, o meu sangue aquece
tocas-me e de mim crescem asas, borbulha agora o interior de mim, o teu amor queima


mas...


numa quebra de realidades, numa fracção do tempo, o sonho desfaz-se
afinal...
não estavas aqui.

3 comments:

Alice said...

o sonho de todss as manhãs, não é?

kowodzpin said...

que tais paixões sonolentas continuem sendo alimentadas por pedaços nossos. que sejas sempre presente na causa dos meus sorrisos e a consequente calma que me permita serenar teu corpo. que te dê asas para voares, e que esse seja o motivo de quereres ficar. e enquanto o tempo for uma promessa invisível, eu estarei sempre cá, para te queimar os sonhos e a alma. *

Alice said...

partilho da mesma dor...