Talvez devesse cerrar as pálpebras que elas pesam, mas o fio de aço que é o meu pensamento não quebra. Às vezes penso que sou eu que provoco insónias, arranhando a pele que não sente nada além de formigueiros crescentes. Tento escrever, mas sinto-me seca.
Eu não sinto.
Tudo o que disser será ficção. A não ser que por milagre- e diga-se de passagem, eu não acredito em milagres- água perfure estes mantos de terra que me envolvem, sufocam, água penetre a terra pesada e que este poço que sou se preencha com ela. Para que eu sinta o que escrevo.
É já a única coisa que faz sentido, a escrita, ainda que o sentido flutue algures entre o pó galático e o hélio, em órbitas fora do meu alcance. Fosse eu um satélite perdido, oxalá.
Eu não penso, divago.
E estou terrivelmente cansada,
de existir.
ah!
e eu nunca pedi para ser poeta.
6 comments:
depois de identificar sufocos semelhantes e passados, fico com a sensação de me apetecer dar-te as boas vindas a um sítio comandado (e nem sempre bem) pelas pontas dos nossos dedos! às vezes deparamo-nos com a secura da nossa alma. é terapêutico e põe-nos diante da verdade. vou-te seguir.
beijo,
LS
little bird, se este texto é resultado da tua falta de inspiração, transfere para mim um pouco desse teu talento que em mim escasseia!**
Se quiseres continuar a ler o meu blog principal Mais do que Amor - http://omeuabrigo-a.blogspot.pt/, deixa-me o e-mail que utilizas no teu blog no link deste http://semnadaaacrescentar.blogspot.pt/ para poderes visitá-lo. Obrigada!
Um beijo no coração,
Aurora
podia ter sido eu a escrever este texto que também eu não suporto mais existir, força meu doce e um abraço do tamanho do mundo!
Princesa, mandei o convite para os teus dois e-mail's, e já sigo o teu outro recente. Um beijo <3
Nunca fiques cansada de existir porque a tua existência é a mais bela prenda que alguma vez poderias ter tido.
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