Sunday, June 23, 2013

A pele, sua mais fina seda, quase teia de aranha- malha de recortes qual mapa de rios- era tão delicada quanto o seu aroma. Flor de laranjeira, és macia como pó de estrelas, ele disse. E um quente embalo entre o peito dele e os seus braços. Amo-te, cristal- dizia, um campo aberto era aquele lugar, do vento que se fazia sentir podiam-se escutar as batidas de um coração. A pele, sua mais fina seda, cada poro daquele corpo húmido era uma crisálida de amor.

Iolanda Oliveira

1 comment:

flávia said...

uma crisálida de amor bem colorida em que por momentos podemos habitar . Maravilhoso , Iolanda .