A pele, sua mais fina seda, quase teia de
aranha- malha de recortes qual mapa de rios- era tão delicada quanto o
seu aroma. Flor de laranjeira, és macia como pó de estrelas, ele disse. E
um quente embalo entre o peito dele e os seus braços.
Amo-te, cristal- dizia, um campo aberto era aquele lugar, do vento que
se fazia sentir podiam-se escutar as batidas de um coração. A pele, sua
mais fina seda, cada poro daquele corpo húmido era uma crisálida de
amor.
Iolanda Oliveira

1 comment:
uma crisálida de amor bem colorida em que por momentos podemos habitar . Maravilhoso , Iolanda .
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