Friday, May 03, 2013

Ainda os teus contornos não me apareciam definidos em recordações e já eu sentia o quanto podia gostar de ti. É como se diz por aí, por vezes gostamos de alguém não pelo que diz, parece ou pensa, mas sim pelo que ela é. Acho que és tardes de verão em esplanada de café, pequenos poemas rabiscados em intervalos de risos ou então, mergulhos em oceanos gelados, sal no cabelo e sol quente arranhando a pele. És calma como um Outono embora dentro de ti exista um Verão inteiro. Queria tanto saber dizer-te o que és para mim, mas só encontro as palavras para o que eu quero que sejas. Fica por tempos que se estendam e se prolonguem por todo um sempre, gosto de ti e o que quer que sejas sabe-me bem.

4 comments:

han said...

és pedaços preguiçosos de carinho, daqueles que não querem que chegue a hora de partir, bela nana, daqueles que se querem aninhar no peito por dias a fio. és tão assim, em corpos fazes crescer vida.

kowodzpin said...

acho que não se deve definir o que as pessoas são para nós. parece que torna tudo tão objectivo e limitado que passa a condicionar aquilo que temos com elas. prefiro dar valor ao que as pessoas mostram e parecem merecer, mesmo que não me sejam nada. adorei especialmente esta parte "És calma como um Outono embora dentro de ti exista um Verão inteiro." :)

Jadis said...

oh Nana :')

Patrícia Caneira said...

que bonito, que simples, que relíquia querida <3