Ainda os teus contornos não me apareciam definidos em recordações e já eu sentia o quanto podia gostar de ti. É como se diz por aí, por vezes gostamos de alguém não pelo que diz, parece ou pensa, mas sim pelo que ela é. Acho que és tardes de verão em esplanada de café, pequenos poemas rabiscados em intervalos de risos ou então, mergulhos em oceanos gelados, sal no cabelo e sol quente arranhando a pele. És calma como um Outono embora dentro de ti exista um Verão inteiro. Queria tanto saber dizer-te o que és para mim, mas só encontro as palavras para o que eu quero que sejas. Fica por tempos que se estendam e se prolonguem por todo um sempre, gosto de ti e o que quer que sejas sabe-me bem.
