guardei poemas nos bolsos, escritos no papel frágil de guardanapos de café, a textura das tuas penas. arranhei a preto palavras e escrevi-te em versos, tranquei-te, julgo, neles e depois queimei-os com o isqueiro que roubei ao papá. mentira. não seria capaz de te magoar, mesmo que em palavras. mas disse aos amigos, vou à casa de banho, e queimei-me a mim com o isqueiro que roubei ao papá para não te magoar a ti. amo-te. se é loucura, doença, não sei. talvez seja. e talvez faças bem em odiar-me. mas eu amo-te. desculpa.
5 comments:
engoli em seco quando li " não seria capaz de te magoar, mesmo que em palavras. mas disse aos amigos, vou à casa de banho, e queimei-me a mim com o isqueiro que roubei ao papá para não te magoar a ti." não peças desculpa por amares alguém, não seria justo que para além de amares ainda carregasses a culpa de tal acto.
és maravilhosa. está tão profundo, tão cheio de dor. oh, e não te voltes a queimar por alma do amor. por favor.
não te culpes minha linda, o amor é para ser vivido, não para estar repleto de arrependimento e culpa, e não te magoes a ti, mesmo que seja por amor, desejo-te o mundo!
lágrimas são tudo o que consigo deixar escapar, mas pudesse eu deixar escapar um abraço no teu corpo e, oh, tu sabes o quanto eles me valem e tu vales isso tudo..
tu já sabes o que eu penso do que vai ali, detesto...então a tentativa de ser rima é mesmo redicula e parola. ainda assim, obrigado pela dica. :)
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