Mas o que seria do pássaro,
Se voltasse de onde tudo viu,
Esperando encontrar no lago
Uma rã que já partiu?
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Tuesday, December 04, 2012
Tuesday, November 20, 2012
Wednesday, November 14, 2012
Ando perdida entre pensamentos que vão agarrados a palavras com o vento. Deixo ideias perdidas, por completar, mas escrevo textos vazios sobre o que me enche a cabeça. Tenho medo de palavras. Estou preocupada com pessoas de quem me afastei, umas por vontade própria, outras porque calhou, outras porque teve de ser. Amo essas pessoas mais do que tudo no mundo. O que digo não faz nenhum sentido e o sentido é incoerente e eu não percebo nem espero que alguém perceba.
Apaixonei-me por um poeta a quem chamei de pássaro. Mas alguém me disse que amar um pássaro é tê-lo pousado no dedo sabendo que a qualquer momento ele vai voar. Oh, e se voou...
Triste, sou absolutamente triste, tanto que nem choro, porque quando penso em chorar parece-me ridículo, porque chorar é pouco, muito pouco, comparado com o que quero fazer. Tenho um milhão de histórias para contar e ninguém para as ouvir. Deixo-me ficar junto à lareira cujo calor me envolve como a solidão. E oh, cá está ela.
Perco-me no tempo que passa mas não passa, e vivo para morrer. Só não me mato porque não me apetece. Não me apetece, porque não quero ter um bando de curiosos ou desgostosos olhando para mim ali toda desfeita em sangue. Sou assim, insensível comigo mesma e má. Confusão é minha amante e durmo com o Medo. Faço coisas com a Dor que nem queiram saber.
Espero que alguém apareça e me faça adormecer, que fique comigo sem dizer uma palavra. Já disse que não gosto de palavras? Espero por alguém que não conheço e é também por isso que tranco sempre a porta.
A Violeta fartou-se do mundo.
Apaixonei-me por um poeta a quem chamei de pássaro. Mas alguém me disse que amar um pássaro é tê-lo pousado no dedo sabendo que a qualquer momento ele vai voar. Oh, e se voou...
Triste, sou absolutamente triste, tanto que nem choro, porque quando penso em chorar parece-me ridículo, porque chorar é pouco, muito pouco, comparado com o que quero fazer. Tenho um milhão de histórias para contar e ninguém para as ouvir. Deixo-me ficar junto à lareira cujo calor me envolve como a solidão. E oh, cá está ela.
Perco-me no tempo que passa mas não passa, e vivo para morrer. Só não me mato porque não me apetece. Não me apetece, porque não quero ter um bando de curiosos ou desgostosos olhando para mim ali toda desfeita em sangue. Sou assim, insensível comigo mesma e má. Confusão é minha amante e durmo com o Medo. Faço coisas com a Dor que nem queiram saber.
Espero que alguém apareça e me faça adormecer, que fique comigo sem dizer uma palavra. Já disse que não gosto de palavras? Espero por alguém que não conheço e é também por isso que tranco sempre a porta.
A Violeta fartou-se do mundo.
Friday, November 09, 2012
phone's ringing, i pretend i'm not hearing. little brother's talking, i'm not answering. time's passing over me, i'm not living. lungs are screaming, but i'm still breathing. my heart's a hole, but still love you. i don't want to be here, but i'm not moving. all i want is someone to save me, but deep inside, i don't want to be saved...
i'm tired, continuing to hurt myself
i wish death, but i don't want to die
i'm tired, continuing to hurt myself
i wish death, but i don't want to die
Wednesday, November 07, 2012
Tuesday, November 06, 2012
Monday, November 05, 2012

"Começámos as falas nos bastidores, sem luzes voltadas para nós, sem aplausos, sem atenções. Estávamos numa peça de teatro e nós éramos a peça de teatro. Mas às tantas, um foco descobriu-nos numa cena de amor e da plateia surgiram críticas e reclamações. Quem é aquela? Não é a protagonista, pois não? Não, eu não era a protagonista, mas tu eras o actor principal e isto não estava certo, então mudaste de cena, porque a nossa não estava no guião. És um actor que não sabe improvisar e na última da hora tiveste medo do palco. Mandaste desviar o foco e pediste que se fechassem as cortinas para poderes começar de novo. E eu continuei nos bastidores, naquela disforme penumbra, um tanto assustadora, um pouco gelada. Deixei-me ficar, vendo-te na tua brilhante cena, na tua história pensada à letra, sem qualquer erro, perfeita. Se a partir daí chorei ou sorri, se desfaleci no chão ou se te aplaudi de pé, pouca ou nenhuma importância tinha. Afinal de contas, nenhum público se importa com o final de uma personagem secundária, com uma figurante. É isso que sou, uma figura de papel, uma personagem sem nome, cujo destino é insignificante e quase inexistente. Cujo rumo se perde, cuja existência se esquece... Aqui estou eu, aquela cujo nome nem sequer recordarás, escrevendo metáforas soltas que ninguém entenderá, pedindo uma vida, um papel principal, esquecendo que, na verdade, sou eu quem varre o palco no final."
Saturday, November 03, 2012
Há em mim um toque de insanidade misturada com o sonho, mas que não chega a ser pesadelo, porque desse podia sempre acordar e de mim não. O pássaro de corda, ou o rapaz de papel, tanto faz, tinha uma magia qualquer no olhar que desejei tê-lo só para mim, guardado num livro escrito por ambos, pousado na mesa de cabeceira, suspirado até adormecer. Era amor, era. Mas não era verdadeiro, nunca poderia ser. Nas histórias de amor, o protagonista nunca se apaixona por uma figurante. Então, disse-lhe que deixasse o guião, porque esse não o levaria a lado algum a não ser ao final da história. Mas ele não deixou e odiou-me, odiou-me tanto que me deixou sozinha, parada no meio da estrada e no tempo, com a alma em pedaços, porque era ele a ligação, com a palavra amo-te nos lábios que se perdeu sussurrada ao vento morto que não a quis levar. Os pássaros têm de ser livres, dissera. O que nele é irónico, uma vez que voou do céu para uma gaiola criada por ele mesmo. Como quiseres, amor, o que tem asas foi feito para voar, respondera. O que em mim é hipócrita, porque é o mesmo que libertar uma árvore tirando-lhe as raízes que ela precisa para se manter viva.
O nosso fim, seria a minha morte.
Mas ele queria ir e eu amava-o tanto que não tinha como dizer-lhe que não.
E por tanto querer que ele ficasse, mandei-o embora para que não voltasse.
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