ouve as vozes que afloram nos meus lábios
em tons húmidos e quentes de suspiros
e as danças que assomam nos meus cabelos
em piruetas de caracóis delicados,
beija-os- aos meus cabelos-
e deita-te sobre o veludo da minha pele.
segura as minhas ancas como se elas se
quebrassem
com o ímpeto sôfrego de nos querermos
quando o luar penetra o vidro embaciado
e nos unta de desejo.
sei que o meu corpo arrefece, que o toque
das minhas mãos é de um frio gélido
e te arrepia o tom moreno da parte de dentro
dos braços, das costas, do peito.
quero agarrar o teu cabelo como um punhado
de ervas tenras e segurar-me ao teu colo
para não me apagar e sentir calor.
é isso- querer-te sempre por dentro de mim,
a peça que encaixa comigo.
oh que me rasgues as pétalas! mas alivies os espinhos.
vem ter comigo nas noites de sempre e sê fugaz
para que te leve na memória em flashes demorados
de nos termos.
sabes que te amo?
sabes de cor.
i.o

3 comments:
oh, és demasiado doce, tal como este texto.
E que nostalgia eu sinto de ver alguém escrever assim, disto.
Não há nada mais belo.
Que belo, meu deus
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