Sunday, December 15, 2013




















É como a uma flor
que tu contas pétala a pétala,
os afetos-
A mim despes folha a folha,
as palavras. 
Estamos deitados, 
enlaçados um no outro como
se por dentro de nós houvesse um nó cego.
Sobes, desces, na minha pele.
O chão mancha a minha pele de nódoas-
carvão e nebulosas arroxeadas. 
Mármore e Granito, eu e tu-
amor uma erosão, mas..
É como a uma flor,
que gota a gota regas e cuidas,
ainda que de cada vez que provas o aroma,
um espinho te rasga o tom.
Amor, não faças de mim um jardim de rosas,
como posso sê-lo e não te perder? 
Se todas as rosas são paixões aguçadas
e qualquer carícia é um ardor. 

beija-me perdão nos joelhos.

4 comments:

kowodzpin said...

é como um sufoco que me trava o peito e cada palavra é medo de te amar. uma rosa de espinhos, enquanto houver pele para rasgar. beijo sem mais palavras!

Joana said...

a forma como escreves deixa-me arrebatada! encantas-me!

han said...

oh céus, oh céus.. rosa, a tua escrita, numa jarra sobre a cómoda.

flávia said...

essa dor fragmentada chega-nos através deste teu jardim de rosas - mas que belo ele é ! Que sejas tu pétalas de rosas a deslizarem suavemente pelas nossas almas .