Tuesday, December 10, 2013

e cada vez mais a minha mente se torna fina
frágil, como folhas de papel
e não me lembro de um tempo onde fosse
tão fácil de a quebrar
e quando quebra

não há nada.

tudo desaparece do lugar onde deveria estar 
e os meus sentidos gritam perigo, na pele
um frio que gela os ossos
e mais uma vez,
não há nada
a que me agarrar, a não ser

ao desamparo.

1 comment:

Cláudia S. Reis said...

Que o desamparo seja passageiro.