Friday, September 20, 2013

















escuta a respiração da terra no meu corpo,
ligeiros movimentos que a rasgam e de seguida
a afundam.
observa o vento perscrutar o prado da minha pele
em leves arrepios e pérolas de orvalho.
e sente como o solo vibra quando chocas comigo,
a tentação é um sismo e nós uma catástrofe. 

desfaço-me em ti sempre que uma onda morre numa rocha. 

4 comments:

Alice said...

existe um constante prazer em ler-te! continua, por favor...

flávia said...

está tão arrebatador que não sei que te dizer .

han said...

maravilhada com as tuas analogias, tão presentes especialmente na tua poesia.

Alice said...

rendida fico eu, sempre que te leio! não sei qual o céu que olhas, mas a nuvens que crias são fantásticas.