não sabes em quantos tons te despi oceano, amor
e te refiz em lágrimas quentes
não sabes em quantas pétalas rasguei meu nome, flor
e me perdi em espinhos aguçados
nem sabes que as palavras são apenas isso, palavras
e que a verdadeira dor carreguei-a eu.
nunca seremos donos de nossas mentes, vento
somente destroços de nossas próprias tempestades
e te refiz em lágrimas quentes
não sabes em quantas pétalas rasguei meu nome, flor
e me perdi em espinhos aguçados
nem sabes que as palavras são apenas isso, palavras
e que a verdadeira dor carreguei-a eu.
nunca seremos donos de nossas mentes, vento
somente destroços de nossas próprias tempestades
Iolanda Oliveira

5 comments:
Intenso, lindo!
pudesses tu descarregar a dor nesse oceano de lágrimas, e te despir de palavras que não fossem só destroços de tempestades, mas sim a razão de um amar refeito, rasgado com outro nome, onde depois de perdida, o encontrasses como uma flor. :)
o terceiro, carregou-me as lágrimas no olhar.
Fiquei sem palavras, mesmo. Simplesmente perfeito.
é esta inquietação de não saber o que dizer que me transmites, é tão escuro e intrigante o teu mundo que faz os meus olhos ficarem trémulos de admiração!
que palavras belas me deixaste doce luna, mas peço-te que não te preencha a admiração o olhar, não há muito a ser-se apreciado por aqui...
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