Na noite passada cheguei a casa contigo ainda em mim, vinhas incrustado nos meus cabelos e na roupa que cheirava a ti. Estavas na minha pele que sabia à tua boca. Mas eu não quis despir-te nem lavar-te de mim. Adormeci, e quando acordei esta manhã estava nua de nós. Sem o teu cheiro, nem o teu sabor. Tive de te dizer adeus, enquanto procurava um último vestígio de ti na roupa que pus para lavar. O último vestígio do amor que me deste, do amor que me fizeste, do tempo efémero que eternizamos juntos.
Não estou à espera que regresses. Terei apenas saudades.
3 comments:
Obrigada Iolanda ;) e gostei muito deste teu texto "terei apenas saudade", amei *.*
é verdade, sem a 'doença', a 'loucura', a mente acabava por não conseguir atingir certos patamares de genialidade :)
e é inquietante, saber que a saudade nunca se dissipa realmente. não sei, talvez seja bom lembrar. mais uma vez, iolanda, belissimo
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