Showing posts with label Dan. Show all posts
Showing posts with label Dan. Show all posts

Saturday, June 15, 2013

Entre tantos silêncios que contigo partilho
         tantas perguntas ficaram por fazer

E quanto a respostas...
Sei que não me darias metade


Tuesday, March 12, 2013

O que tu não sabes Daniel, porque estavas já longe demais para poderes escutar, é que sob aqueles farrapos de sol entre nuvens, cerrei os punhos e enterrei-os no musgo húmido de um muro, porque me sentia enfraquecer a cada passo, e de olhos embebecidos de sal, solucei, oh bolas, há anos que não soluçava a chorar. Como uma criança, sabes? Como uma criança Daniel. Estava tão vazia por me teres deixado cedo demais, porque não ficaste tempo suficiente para me preencheres o coração, porém, estava simultaneamente tão cheia de ti! Cheia do teu cheiro a baunilha mesclado a tabaco na minha roupa, cheia do sabor à tua boca na minha pele, e, reparei, uma erva no cabelo, o último vestígio do nosso leito de amor roubado. Sabes o que lhe fiz? Deitei-o fora, assim, e recomeçei a andar, começei a tentar esquecer o tanto que me deste para recordar, quando a minha vontade era correr para trás e alcançar-te, mesmo sabendo que não me amavas e mesmo sabendo que eu própria não te amava, mas, oh bolas, era a ti que a minha pele sabia, era a ti que a minha roupa cheirava, era a ti que eu tinha na memória, era teu o eco da sensação de prazer, eras tu que, momentos antes, estavas em mim ou eu em ti, ou estavamos em nós, tanto faz... O que eu não sei Daniel, porque estava já longe demais para poder voltar-me, é se tu olhaste para trás no último adeus.

Thursday, March 07, 2013

De repente eu consegui ver claramente, tu eras realmente belo. As espirais que escorriam para a frente do âmbar derretido dos teus olhos, o tom leitoso da tua pele sob aquele sol caramelizado e os lábios carnudos, frescos e encarnados como cerejas, entreabertos, a escassos milímetros da minha sede. Oh céus, como é que eu não pude ver mais cedo, perguntei-me, que venda me cobriria os olhos com tamanha cegueira? Num escasso momento toquei-te e senti finalmente o que é ser real quando também tu me tocaste, e o peito que escalava o meu e o sopro quente do teu hálito a tabaco e a tua pele por dentro de mim, como é que não pude ver mais cedo, estava a apaixonar-me por ti.

Tuesday, February 26, 2013

A noite muda e lúgubre penetrou na quietude do meu quarto, gelando-me os ossos, ou tendo sido ela gelada por eles. Não dormi, envolta no veludo tóxico de uma insónia. Escrevi, no diário que não chegaste a ler, frases sobre ti e palavras que nunca te disse. Devia ter-te beijado mais e melhor, talvez assim me tivesses levado contigo, algures para onde as espirais do teu cabelo seriam tudo o que existe e do mundo nada mais sobrasse do que imagens e tempo. Devia ter-te tocado mais e melhor, para que me agarrasses o sono e me embrulhasses de ti, algures onde as noites não fossem geladas e os meus ossos não estalassem. Crac-crac... Choro, caem cristais de sal sobre a pele de rosas, porque tudo o que te dei e me deste foi em vão. Choro, porque me mantenho acordada pensando em ti, aterrorizada pelos sonhos onde tu não entrarias, mas sim quem me quebrou. Foste um anjo e eu um caso perdido.

Wednesday, February 20, 2013

Me: "at least you knew my skin..."
Dan: "and that's something i'll never forget"

Sunday, February 17, 2013

i know you won't come back and i'm not hopeful, seriously, i know things can't be as they once were. i'm not waiting for you, but... i don't know, i just miss you... maybe i was a little bit in love with you... goodbye dan, be happy

Saturday, February 16, 2013

Na noite passada cheguei a casa contigo ainda em mim, vinhas incrustado nos meus cabelos e na roupa que cheirava a ti. Estavas na minha pele que sabia à tua boca. Mas eu não quis despir-te nem lavar-te de mim. Adormeci, e quando acordei esta manhã estava nua de nós. Sem o teu cheiro, nem o teu sabor. Tive de te dizer adeus, enquanto procurava um último vestígio de ti na roupa que pus para lavar. O último vestígio do amor que me deste, do amor que me fizeste, do tempo efémero que eternizamos juntos.
Não estou à espera que regresses. Terei apenas saudades. 

Sunday, February 10, 2013

Recordo-me daquele efémero pedaço de tempo que tornámos eterno. Sei que os pássaros cantavam melodias de primavera, embora ainda estivéssemos no inverno. Mas também o sol quis presentear-nos e caramelizou as longas espirais do teu cabelo, deixando que o teu aroma doce e mesclado de tabaco vagueasse sobre nós como uma bênção. O prado exibia um exorbitante verde claro e brilhava enquanto valsava com o vento. Apertei-te e escutei as batidas frenéticas do teu coração que, no entanto, os ombros descaídos e a expressão calma camuflavam. Camuflavam o que se transformava dentro de ti, mas eu escutei e não foram precisas palavras, sorri. Senti, algures no abismo das minhas costas, a tua mão escalar o meu corpo devagar, chegando por fim ao refúgio dos meus caracóis de cobre e ondular com eles. Os pássaros haviam sossegado, ou teria sido eu a deixar de os ouvir, porque algures dentro de mim, um outro canto surgiu e julgo ter visto no sol que derretia para lá das copas das árvores um pássaro branco voando na nossa direcção. Respirei-te ao mais fundo de mim, para que de alguma forma me pudesses preencher de ti, porque és suave como aquele final de tarde e tudo em ti é raro e estranho e difícil de encontrar. E tudo em ti, é indefinível e tremendamente belo. Em que estás a pensar?. Sussurraste ao meu ouvido enquanto o teu indicador serpenteava um caracol que fugira para a minha face. Que és bonito como este lugar e que fizeste o meu tempo parar no tempo. E a tua mão como que por magia descobriu a minha num labirinto de ar, sinceridade e embaraço. E o tempo, de tão efémero que era, estava infinito.

Saturday, February 09, 2013

Quero que me abraces e me preenchas de ti.

Monday, February 04, 2013

És o pássaro branco do meu sonho Dan, obrigada por estares aqui... 
Quero que fiques mais uma noite de insónia e juntos faremos dela outra eternidade.
Amanhã, pedir-te-ei o mesmo.

Saturday, February 02, 2013

 Há cerca de seis ou sete meses atrás, numa tarde de Junho em que o céu caiu em colapsos de agonia e o meu coração se auto-mutilou em amor doentio, tu aproximaste-te de mim com nuvens brancas no olhar e paz no débil sorriso, e não foram necessárias palavras. Tocaste-me no rosto num carinho eterno. Foi a última vez que te vi. Ficaste preso algures nesse passado doce e mortífero de primavera e dias de chuva, mas usavas camisolas sem mangas e calções em Maio. O tempo, como uma corrente, alcançou-me e levou-me pelas suas profundezas, fazendo-me esquecer a tua voz, o teu cheiro e as tuas expressões, deixando um mero eco distante delas na retina da memória. Até que ontem, de certa forma, num expresso de recordações, voltaste desse passado para o meu presente, dizendo apenas: "parece que foi ontem".