«Outra carta rasgada.
Dizes-me ao ouvido que tenho tanto valor e eu sorrio como se
te agradecesse, enquanto na verdade, rolam discordâncias pelas minhas
almas. Digo-te que sabes tudo sobre mim, mas tu não sabes nada. Sou um
conjunto indefinido de definições. Conheces a sensação de ouvir uma
música que já não escutavas há imenso tempo e que te lembra de um
período bom que viveste, mas que já não existe mais? Olha a minha
existência é toda assim. Oh, eu não espero que compreendas... desculpa.
Há porém uma coisa que gostava de explicar-te melhor. Sabes das minhas almas e chamas-lhes heterónimos... como és tão doce Yué! A Violeta e a Cho são algo perdido por entre o que já se encontrou. São os pólos opostos de um globo: A Violeta tem a razão e a verdade, prefere ficar sem nada a ter de fazer alguma coisa que vai contra a sua moral, recusando-se a fazer algo que não sinta de verdade. Costuma estar escondida entre os caracóis do meu cabelo, como que uma flor sem cheiro, pois não tem como mostrar o que é. É irrequieta e por vezes revolta-se. E por vezes consegue falar por mim. A Cho, por outro lado, tem nome de borboleta, mas é um perfume sem flor, pois mostra exactamente tudo aquilo que não é. Está sempre em guerra com a Violeta, porque esta é o seu único defeito. A Cho aparenta ter a vida perfeita e mostra-se aos outros feliz e radiante, enquanto a Violeta a acusa de viver uma vida que não lhe pertence, que ela não merece porque não a sente e chama-lhe falsa! A Violeta é o conteúdo e a Cho a cobertura, e eu podia ser tão feliz se elas se entendessem. Já a Maria... essa só aparece quando não sei quem sou. É uma espécie de pó branco que nem é quente nem é gelado, assim calmo e seguro, como a paz que eu desejava ter. Ou melhor.. Ser. Apesar de ela não compactuar com guerras de entidades extremistas, ela só sai quando ninguém a vê. É tímida, mas tremendamente encantadora. E é assim um pouco como tu, Yué. Branca cor de Lua.
Ao que parece, todas estas almas são Eu, mas Eu não sou estas almas. Sou o ortónimo de mim, e se me queres adorar assim, prepara-te para amar por três enquanto amas uma de cada vez. »
Há porém uma coisa que gostava de explicar-te melhor. Sabes das minhas almas e chamas-lhes heterónimos... como és tão doce Yué! A Violeta e a Cho são algo perdido por entre o que já se encontrou. São os pólos opostos de um globo: A Violeta tem a razão e a verdade, prefere ficar sem nada a ter de fazer alguma coisa que vai contra a sua moral, recusando-se a fazer algo que não sinta de verdade. Costuma estar escondida entre os caracóis do meu cabelo, como que uma flor sem cheiro, pois não tem como mostrar o que é. É irrequieta e por vezes revolta-se. E por vezes consegue falar por mim. A Cho, por outro lado, tem nome de borboleta, mas é um perfume sem flor, pois mostra exactamente tudo aquilo que não é. Está sempre em guerra com a Violeta, porque esta é o seu único defeito. A Cho aparenta ter a vida perfeita e mostra-se aos outros feliz e radiante, enquanto a Violeta a acusa de viver uma vida que não lhe pertence, que ela não merece porque não a sente e chama-lhe falsa! A Violeta é o conteúdo e a Cho a cobertura, e eu podia ser tão feliz se elas se entendessem. Já a Maria... essa só aparece quando não sei quem sou. É uma espécie de pó branco que nem é quente nem é gelado, assim calmo e seguro, como a paz que eu desejava ter. Ou melhor.. Ser. Apesar de ela não compactuar com guerras de entidades extremistas, ela só sai quando ninguém a vê. É tímida, mas tremendamente encantadora. E é assim um pouco como tu, Yué. Branca cor de Lua.
Ao que parece, todas estas almas são Eu, mas Eu não sou estas almas. Sou o ortónimo de mim, e se me queres adorar assim, prepara-te para amar por três enquanto amas uma de cada vez. »
Escrito por "mim" em, http://vemo-nosamanha.blogspot.pt/
