branco, branco, branco
gota de vinho sangue
bocas inúmeras amordaçadas
estilhaços varridos, pó.
água.
- que cura, limpa, afunda e mata
e leva.
um piano, ao longe, longe, longe
demasiado longe,
impossível enxergar já,
os seus olhos.
casas giram em torno de si.
não oferecem saída
e podemos entrar despidos
leves, leves, leves.
qual barco, és, escuro e morno
gasoso, duro, efémero, real
alcanço a ponta dos dedos
mergulho
respiro
continuo.
continuas-me.
1 comment:
e que haja sempre mar por onde ir
que hajam sempre casas onde repousar a alma
que hajas sempre tu e
um sítio bom onde nos leves
e nos faças renascer das memórias.
por tudo que em mim explodiu por ti,
obrigado.
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