Thursday, November 19, 2015

- talvez depois, mas hoje não. 
digo, e recomeço a infindável carga de trabalhos.
há este peso que me acompanha,
da matina à tarde acabada e se prolonga pelas horas escuras. 
reabro a palma da minha mão, 
há qualquer linha cruzada e disse uma vez serem as linhas da poesia.

na linha do amor separo-vos eu.
eu, que vos cruzo.
disse uma vez serem ambos poesia.


2 comments:

Catarina Prata said...

E são ambos poesia. São ambos as palavras de que nos lembramos e aquelas que esquecemos. São dor e amor. Os pólos opostos também podem ser um poema.

Alice said...

Que saudades tinha de te ler, doce Iolanda!