Sunday, January 26, 2014

não-saber














As palavras agitam-se na entropia
alvacenta das veias e terminais nervosas.
Não há como conter esta corrente;
Entre a caneta e o abismo,
está um arame onde caminho.
A compreensão do mundo é
uma benção, maldita.
Há espaço ainda para emanações
violentas de espasmos de verdade;
reações alérgicas à realidade,
disparando em direções diferentes
sob a forma de expressões agressivas
e visões caóticas do que rodeia.
Mas nem todas as pessoas se corrompem.
Há um escudo metálico
que [des] protege a mente,
o não-saber é um abafo bolorento,
doentio, porém, anestesiante
como morfina ingerida
em doses alegóricas.

Abro a janela e sacudo as páginas que escrevi;
Que o vento as leve de uma vez!
[às palavras]
Mas que se façam entender...

i.o

1 comment:

flávia said...

Cheguei ao ponto de rendição em que já não tenho palavras. sublime