lembro-me de ti,
na inquietude da noite
acre
e cortante
como a textura
afusada de cem lâminas
em brasa
a rasgar a pele como
papel de carta;
as tuas mãos são de papel, dizes
e sete sombras me alcançam
os membros
e os amarrotam
e arranham
e sugam.
membros do peito,
seios
que agarram e espremem
no desejo ardente
do caos;
elas matam-me e num
ligeiro sufoco
eu repito a resposta perdida
nas cinzas mornas das
lembranças,
essa frase que me serra
o ânimo:
porque as tuas são de escritor.
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