Monday, November 11, 2013

somos feridas abertas em
carne viva, expostas aos microorganismos do ar.
infecionamos e escorremos dolorosamente aromas
putrefactos.
chagas que se rompem pela madrugada
e ardem pelos sonhos.
insónia, insónia.
não há que ter pena, 
a nossa existência é consumida por uma febre,
contagiosa e não há quem não sucumba.
a pele é um trilho de hematomas.

e  de cicatrizes a de quem sobrevive.

1 comment:

Unknown said...

Toda a nossa existência é um ato morbidamente estranho