somos feridas abertas em
carne viva, expostas aos microorganismos do ar.
infecionamos e escorremos dolorosamente aromas
putrefactos.
chagas que se rompem pela madrugada
e ardem pelos sonhos.
insónia, insónia.
não há que ter pena,
a nossa existência é consumida por uma febre,
contagiosa e não há quem não sucumba.
a pele é um trilho de hematomas.
e de cicatrizes a de quem sobrevive.
1 comment:
Toda a nossa existência é um ato morbidamente estranho
Post a Comment