Peter: Abraçar-te hoje, pela primeira vez desde à dois anos, foi deveras a coisa mais louca e estranha, mas igualmente boa, que fiz. Talvez tenha sido um impulso, algum desejo genuíno que vivia calado dentro de mim, não sei. Foi como encontrar uma fotografia antiga de tempos felizes e olhá-la com o carinho de velhos amigos. Nunca tinha pensado adorar a sensação de abraçar alguém que outrora odiei.
John: Continuas a ser o turbilhão de sentimentos impertinentes! Não os pedi, nem te pedi a ti, nem sei que raio és tu ou o que queres de mim! Mas és quente, como uma chávena de chá. E eu fria, como a chuva lá de fora. Acho que faríamos a combinação perfeita, como café e tabaco, como um livro na mão e um gato no colo, como chocolate quente sobre bola de gelado. Faríamos, se não tivéssemos ambos a nítida intenção de uma paixão sôfrega e rápida. Passageira e leve, sem dor, sem amor. És um pequeno crime. Um crime apaixonante.
Tom: Pássaro, amo-te. Detesto dizer isto, porque amar-te dói e porque amar-te cansa e porque tu não mereces. Magoaste-me mais do que uma traição, do que uma mentira, do que uma rejeição. Tu pegaste em todos os meus sonhos e brincaste com eles, acariciaste-os e beijaste-os e deste-lhes calor. Amaste-os. E amaste-me a mim também, mesmo que ao fim dissesses que não. Via-te como um tudo sobre todos. Eras o único. Mas sabes? Perdeste-me. E dói-me mais teres-me perdido do que a dor de te amar. Porque eu juro, acreditei sempre e ainda acredito no teu regresso, porém, choro por ti. Assim que regressares, o lago estará vazio e a rã terá partido. Ficarás sozinho, a não ser que ainda consigas encontrar-me antes que alguém o faça.
3 comments:
tu encantas-me sempre, não precisas de dizer nada. só continuares a escrever como escreves <3
de nada :)
Selo para ti no meu blog :)
Post a Comment