Wednesday, November 07, 2012

 Prendi o cabelo no topo da cabeça, numa cascata de cabelos ondulados. Sinto-me gelada, como sempre sentira antes, excepto daquela vez que me deste a mão, e da outra em que eu peguei na tua, e de todas as vezes em que me amaste por momentos. Estás sempre tão quente, dizias-me. A sério? Mas eu costumo estar sempre gelada. E aí tu tocavas-me na ponta do nariz com o indicador, como se faz às crianças pequenas quando dizem uma coisa tonta e engraçada. Eras como uma noite de Verão e eu o teu sol de Inverno. E o nosso amor era como estar numa montanha russa cheia de miúdos a gritar e num campo calmo e cheio de flores, ao mesmo tempo. Pela primeira vez na minha vida eu tive sonhos grandes, sonhos muito grandes. Consegui voar, mas não tão alto como tu. Voaste tão alto que te perdi. Julgavas-te o herói da história, aquele que não precisava de ser salvo. Mas tu precisas meu amor... De que te serve voar se não tens onde pousar? Tu eras o pássaro e eu fui um bosque inteiro.

6 comments:

Unknown said...

Que lindo !
Senão foi, é porque não tinha realmente de ser ! Espero que novas emoções venham colidir de forma positiva na tua vida :)
Um beijinho*

Aurora said...

A tua escrita aquece-me a alma. Sigo

Aurora said...

ora essa :)

Aurora said...

Obrigada querida e escreve sempre :)

Aurora said...

Fazes muito bem em fazê-lo *

Patrícia Lobo said...

oh, muito obrigada! tu também escreves mesmo muito bem! :)