Dezembro: Click. O que se passa comigo? Eu nem sequer o conheço.
Janeiro: Ele é estranho e cativante, parece um poema, anda arrastando letras. Veste preto, mas é ofuscante.
Fevereiro: Não preciso de o sentir. Basta olhá-lo assim ao longe... tocar-lhe com os olhos. Sim, chega.
Março: Não te apaixones. É um amor impossível. Esquece isso.
Abril: Troco o mundo inteiro por um abraço teu. Não sei o que isto é, mas é bom.
Maio: O nosso mundo sorri e tudo está bem. Em segredo, mas bem.
Junho: É mentira, é tudo mentira. Tem de haver uma solução. Eu amo-te.
Julho: As paredes giram e o teto está a cair. O mundo deixou de existir e o tempo parou. Quero morrer.
Agosto: Como seria bom se estivesses aqui. Volta, volta, volta, volta!
Setembro: O tempo não passa, odeio-te, odeio-me. Há demasiados monstros por aqui.
Outubro: Cansei de lutar. Que venha o fim do mundo.
Novembro: Já passaram mais de cinco meses... ainda espero que voltes. Não acabou, nunca vai acabar. Amo-te como no primeiro dia.

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