Estás a desvanecer-te de dentro de mim, como se fosse eu a matar-te lentamente quando te tento dar vida a meio do desespero. Fecho os olhos e procuro-te, mas tudo o que eu alcanço é a dormência na ponta dos dedos e a sensação de que não estás aqui, sem que alguma vez tivesses estado, realmente, aqui. Mas vagueio entre delírios de quem não tende para existir, desfaço-te, flor, sugando-te pétala a pétala, quebro-te, pássaro, aspirando-te pena a pena. És como querer estar inconsciente no espaço entre o delírio e a alucinação. És como querer acordar entre o pesadelo e o sono sem sonhos. E eu não me lembro sequer de desejar desejar-te mas foi tal como uma teia de aço pela qual fui apanhada e a qual me enredou, da qual não voltei a sair. Estás a desvanecer-te de dentro de mim, e a levar-me contigo, pétala a pétala, pena a pena. Amo-te.
Violeta

7 comments:
Gostei de te ler, és sempre profunda
No meu blog principal?
pétala a pétala, pena a pena, ofereces-nos mais uma vez palavras maravilhosas..
obrigada doce:)<3
deixas-me sem palavras
e agora deixas-me com um sorriso tonto nos lábios :')
que lindaaa <3
Post a Comment