Saturday, November 17, 2012

"A morte virá e terá os teus olhos", tem sido o poema que me acompanha nestes dias lentos, mas que passam sem eu me aperceber. Que quando ela vier tenha os teus olhos, querido, e que eu morra a olhá-los ou que sejas tu a matar-me. Que eu veja esse ébano tornar-se luz, que tu oiças a minha voz muda suspirar de lábios fechados uma última palavra de amor: Amo-te. Quero morrer contigo, sem ti. Segura-me junto do teu peito, sim? Beija-me a testa e chora por mim. Será o Fim. 

2 comments:

han said...

que sufoco, iolanda..

mary said...

que intenso. forte de se ler!!